quinta-feira, 20 de março de 2025

A dor e o tempo

 

Salve, salve...

Faz tanto tempo que não aparecemos por aqui, que não lembro como era nossa saudação.

Pedi muito para a Jenny “reviver” esse blog. E voltar a ter as ideias que sempre tivemos, mas que protelamos tanto para colocar em prática. A gente vive numa dinâmica de sobrevivência que nos afasta das nossas vontades, dos nossos desejos, e nos faz esquecer quem somos.

Estou aqui, sentada no meu sofá, com aquele sono que a gente não consegue dormir, sabe? Aquele que a mente afasta porque são tantos pensamentos que o relaxamento não vem, não ultrapassa a barreira de coisas malucas que entopem a minha cabeça.

E, do meu sofá, assisto na tv o reality show da época, aquele que rola todo ano desde 2020... qual a graça de ver o comportamento dos outros em rede nacional, se nem do meu dou conta? Ah... mas olhar o outro, nas suas nuances humanas de erros, acertos, absurdos gera um prazer... se não fosse isso, não existiria uma leva desses programas disponíveis para nos deleitar.

Jenny gosta mais dessa programação do que eu. Na verdade, deixo ligado para não ouvir as “vozes da minha cabeça” gritando e me enlouquecendo. Eu sei que um remedinho para dormir ajudaria... mas, hoje, especificamente hoje, não quero me dopar para ter o “sono dos justos”.

Porque, dormir pode me fazer sonhar com os dias péssimos que tenho vivido. Está tudo bem de saúde, família vai bem, dinheiro nunca tenho mesmo (já sei lidar com a dureza faz tempo), trabalho na mesma pressão e insalubridade de sempre... o problema mesmo é o meu coração, que dessa vez resolveu agir com a razão, mas se despedaçou.

Eu costumo pensar que não sofro por uma coisa só. Vou juntando momentos e, quando não tem mais espaço para conter, o sofrimento explode em ondas de dor, porque sofrer dói. Dói a alma, dói o físico, dói o peito. E como dói. Falta o ar, falta o chão, falta a solução. E a dor custa um tempo, que eu não tenho nas minhas demandas diárias. Então, ela volta para uma caixinha mas fica lá, latejando, esperando a oportunidade de pular para fora e causar um estrago.

Passeando pelo Instagram, cheguei no perfil do Alexandre Coimbra que fala do tempo da dor, do tempo da escuta da dor, do quanto é necessário sentir esse momento e não impedir que aconteça. “Todo ser humano tem o direito a ter tempo para escutar as suas dores de existir e tem direito de não ser julgado pelo potencial de sofrimento que essas dores têm para ele” – trecho do seu livro “A esperança a gente planta”.

Agora, necessariamente, vou escutar a minha dor. Não sei se consigo falar dela para outras pessoas, mas vou escutá-la. Eu e ela, na nossa intimidade, buscando uma conexão para que eu possa entendê-la e, assim, elaborar estratégias para curá-la.

Será que cura?

@vanvvaz


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

E o povo voltou pra Avenida!!!

Povo? É , sim, não ou talvez.

Primeiro, quero deixar claro o meu profundo respeito à todos os que foram as ruas protestar por aquilo que eles acreditam. Por se exporem.

Agora, vamos falar dos que não estavam lá pelo que acreditam. Ou estavam por acreditarem ser uma oportunidade de marketing a custa zero incontestável.

Acompanhei basicamente pela internet, através das redes sociais e alguns sites e o que vi é muito contraditório.

Entendo perfeitamente as razões de parte das pessoas que estavam lá. Mas ver o Aécio se aproveitando da situação me causa repulsa. Ele até faz parte do povo , nada pessoal , mas ele não representa o povo. Ele não representa a maior parte dos manifestantes. Consulte sua timeline, consulte as pessoas. Não os grupos q querem elevar o partido A ou B.
Tem uma galera cabeça dura q não quer entender, mas não se trata de "direita" ou "esquerda" , estamos falando de reforma politica.
Estamos falando que não me importa quem é você ou quem são seus ídolos, se você é corrupto queremos você fora.
Eu particularmente queria fora metade dos deputados por motivos de "cansei". Não manteria numa empresa uma quantidade de empregados acima do necessário.  Pois bem, pra que eu quero duzias de deputados ocupando cadeira (quando se dão ao trabalho de comparecer). Não quero renovar o contrato de nenhum deles. Quero contratar novos empregados pela metade do custo, metade das regalias e sem qualquer garantia. Contrato por tempo determimado. Por mim eles seriam todos "Categoria O"em SP, ou "PST" na BA. Sempre um mandato na rua. E os critérios de admisçaao? Legisladores q nao entendem de leis. Deputados que não tem noção do que precisa fazer. Piadistas, artistas, eles nos cantam propostas com charme e algum talento inutil.

Mas não adianta toda a farra e toda festa.. se não votarmos em planos de governos decentes.
Não podemos escolher o que vai me ajudar pessoalmente,  mas aqueles que vão administrar a máquina pública de forma a diminuir nossas necessidades.

O povo tem que entender que o único poder que tem é o voto, e está vendendo à preço que banana.
Passamos todos os dias por tantas paisagens sem nos dar conta. Deus não nos dará um prêmio na chegada, ele nos presenteia no caminho.
Eu tenho essa mania de olhar deslumbrada os caminhos onde passo. Acredito que as vezes a vida é feia demais pra um mundo cheio de belezas.
Feio é a guerra, é a fome, é a violência e a seca. E a gente que não tem que encarar isso, esquece de agradecer o que é bom e belo.
A gente reclama da segunda-feira, e agradece pela sexta, tradição. Mas sem o trabalho da segunda, sua sexta seria ainda mais vazia.